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Armando Silva Carvalho é o vencedor do Prémio Casino da Póvoa

A Sombra do Mar, de Armando Silva Carvalho, é a obra vencedora do Prémio Literário Casino da Póvoa 2017, no valor de 20 mil euros.

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Armando Silva Carvalho é o vencedor do Prémio Casino da Póvoa

Póvoa de Varzim, 22.02.2017

A Sombra do Mar, de Armando Silva Carvalho, é a obra vencedora do Prémio Literário Casino da Póvoa 2017, no valor de 20 mil euros.

O Júri, constituído por Almeida Faria, Ana Gabriela Macedo, Carlos Quiroga, Inês Pedrosa e Isaque Ferreira, referiu que "A Sombra do Mar de Armando Silva Carvalho nos traz um conjunto de poemas formando um corpo orgânico de grande unidade estilística e temática, no qual as alusões ao mar e à água constitui um Leitmotiv que percorre todo o livro em sucessivas variações: água "criteriosa e diária", "água arrepiada", "águas sobreviventes", etc.

Água e sombra são as palavras-chave de um percurso reflexivo capaz de unir a "prosa do mundo" à mais alta expressão lírica de poesia contemporânea em língua portuguesa".

 

«A Sombra do Mar» é o novo livro de poesia de Armando Silva Carvalho, premiado com o Grande Prémio DST Literatura 2014 pelo seu livro anterior, «De Amore». De Eugénio a Pessoa, das perturbadoras imagens da actualidade vistas na televisão ao desencanto da velhice, do bosão de Higgs ao prazer da vida. Um livro admirável de um dos grandes poetas do nosso tempo.

 

«A idade traz-me as metáforas do perigo

e também as suas regras

no desastre.

[…]»

 

Armando Silva Carvalho é um escritor português, nascido em 1938, em Óbidos, licenciado em Direito e tendo frequentado o curso de Filosofia da Faculdade de Letras, exerceu a actividade de técnico publicitário. Colaborador de Colóquio/LetrasJornal de Letras, Diário de Notícias e tradutor de Becket, Aimé Cesaire, Jean Genet, Marguerite Duras, entre outros autores, foi distinguido com o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores, com a obra Lírica Consumível. Sem se filiar em nenhuma tendência contemporânea, mas beneficiando das suas aquisições, a poesia de Armando Silva Carvalho alia o rigor prosódico com a expressão crítica e irónica da existência. No romance, numa escrita que consegue originalmente conciliar o investimento ideológico com a renovação da efabulação narrativa, coloca a reflexão subversiva e humorada ao serviço de um processo de questionamento de mitologias nacionais. É assim que, por exemplo, em Portuguex, a autognose colectiva é obtida pela sobreposição paródica de uma visão irónica do Portugal pós-Revolução com o léxico, etapas, e exigências de uma campanha de marketing encomendada para a empresa "Portuguex." Fonte (http://www.assirio.pt)