Aires
Pereira, Vice-Presidente da autarquia, afirmou que “neste período difícil da
vida portuguesa, ser resiliente é um fator de grande importância no nosso
dia-a-dia”. Por isso, o município convidou Jorge Sequeira para que “nesta fase
complicada do país, saibamos que a resiliência pode ser o sentimento que faça a
grande diferença”. 

Aires Pereira
Aires Pereira

O
palestrante começou por dizer que: “A resiliência é a característica mais
importante que devemos ter perante a vida. Resiliência é uma palavra moderna
que consiste na forma como encaramos a adversidade, o choque, que mostra a
nossa resistência. Todos passamos por adversidades, um filho que não estuda, um
familiar doente, uma multa para pagar. É a forma como encaramos os problemas
que nos diferencia”.

Sobre
o significado de sucesso, Jorge Sequeira afirmou que “sucesso não significa
dinheiro e casa com piscina. Para alguém, sucesso pode significar pescar e
pescar, para outra pessoa, pode não ter interesse nenhum. Sucesso é
sentirmo-nos bem”.

“Há
alguns anos, os profissionais eram escolhidos mediante as suas capacidades técnicas.
Hoje, as soft skills, a
titude positiva,
autoconfiança, competências comunicacionais e capacidade de trabalhar em
equipa, são algumas das características fundamentais para o sucesso de uma
equipa. A resiliência é certamente uma destas características”, sublinhou o
convidado.

“Muitas das coisas que conquistamos na nossa vida é
através da resiliência. Pode custar, podemos sofrer, mas, Lance Armstrong disse
uma vez que ‘a dor é temporária. Desistir é para sempre’. Mal eu sabia que ele
utilizava o dopping, mas a frase é
boa na mesma”, brincou.

Para Jorge Sequeira, “há um contágio nas relações
interpessoais. E não há nada que nos desestabilize mais do que ter um problema
pessoal com alguém, seja familiar, cônjuge, amigo, colega ou chefe”.

Acredita-se
ter sido o grande expedicionário Sir Ernest Shackleton quem publicou no jornal
The Times, em 1914 o seguinte anúncio: “Procuram-se homens para viagem
perigosa. Salário baixo, frio penetrante, longos meses na mais completa
escuridão, perigo constante e poucas chances de voltar com vida. Honra e
reconhecimento em caso de sucesso.” Cinco mil pessoas candidataram-se a este
anúncio. Jorge Sequeira afirmou que “esta raça está bem distante do que somos
atualmente. Nós não temos a mesma resiliência”.

“Há
estratégias para que as pessoas aprendam estas competências comportamentais. As
boas escolas do mundo já têm nos seus programas disciplinas que visam dotar os
alunos com estas competências. A vida é feita de picos e vales. O modo como
lidamos com o vale determina a rapidez com que voltamos ao pico”, explicou.

“Nós
vamos sempre viver em crise porque vivemos num mundo global. Tudo o que se
passa nos EUA, na Índia ou na China implica com o que se passa no nosso país.
Temos é de saber lidar com a adversidade.”

A palestra terminou com a
música “Conquistador”, dos Da Vinci, e com toda a plateia de pé, a cantar.