Reconhecendo a importância indiscutível da cultura para a Póvoa de Varzim, o Presidente da Câmara retomou o tema do seu discurso da edição de 2020: a construção da Cidade Criativa que considera o modelo da Cidade Feliz.

Aires Pereira revelou sentir que “há, na comunicação política, na comunicação social e nesse novo reino das redes sociais, um nítido e crescente empobrecimento da palavra e o consequente empobrecimento da comunicação, que substitui a racionalidade pelo ruído, o discurso aberto e plural pelo acantonamento sectário e radical. Neste contexto, as democracias, que vivem da palavra e da sua valorização, empobrecem também: a sua crise deriva, muito, deste caldo de culturas”.

Terminou constatando que o Correntes d’Escritas identifica-se com esta urgência; “a de, através da literatura, criarmos as Correntes que salvaguardarão a nossa liberdade. Longa vida, pois, ao nosso Correntes d’Escritas!”

Susana Saraiva reafirmou o apoio que o Casino continuará a dar à realização do Correntes d’Escritas, assim como na atribuição do Prémio Casino da Póvoa. Este ano, a obra vencedora do Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, foi Afastar-se, de Luísa Costa Gomes.

Em representação dos autores deste encontro literário, Raquel Patriarca definiu este como um regresso a casa, acrescentando que “as Correntes d’Escritas são um tempo e um lugar de milagre em que tudo acontece em reciprocidade inteira, um tempo e um lugar em que celebramos a vida e juntos somos felizes a pouca distância do mar”.

Fábio André Sobral Casanova, da freguesia de Beiriz da Póvoa de Varzim, que concorreu com o pseudónimo de A. P. Santos, foi o vencedor do Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’Escritas 2022, no valor de 2000 euros, com o trabalho “Um gato sentado à janela”.

O conto Quem nasce para cinco nunca chegará a dez de Maria de Faria Alpalhão Ribeiro de Almeida, que concorreu com o pseudónimo de Joaquim Lopes da Silva, foi o escolhido para o Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus.

Em relação ao Prémio Luís Sepúlveda, resultante da parceria entre o Correntes d’Escritas e a Porto Editora, foram distinguidos os autores dos seguintes trabalhos: “As Histórias do Jardim” do 3º I 4º B da Escola Básica José Manuel Durão Barroso, de Armamar, em primeiro lugar; “O Canto dos Pássaros” do 4º A da Escola Básica José Manuel Durão Barroso, de Armamar, em segundo; e, por fim, “Pan, a flauta perdida” do 4º C da Escola Básica Padre Manuel de Castro, de S. Mamede de lnfesta, alcançou o terceiro lugar.

As atas das reuniões do júri para seleção dos trabalhos a premiar estão disponíveis aqui

Consulte o programa completo e acompanhe o 23.º Corrente d´Escritas no portal ou nas redes sociais da Câmara Municipal, onde poderá assistir à emissão em direto da edição deste ano, através do Facebook ou do Youtube. Se participar em alguma sessão presencial, terá também a oportunidade de consultar a  Revista Correntes d’Escritas número 21, cujo dossiê deste ano é dedicado a Rubem Fonseca.