Nesse sentido, no Dia Internacional de Angelman, a fachada do Centro de Atendimento Municipal (CAM) iluminou-se de azul, ajudando a divulgar, junto da comunidade poveira, esta condição genética que tem incidência em aproximadamente uma a cada 15.000 pessoas e é provocada por uma falha no cromossoma 15, especificamente no gene UBE3A, de herança materna.

Normalmente confundida com autismo ou paralisia cerebral, esta síndrome provoca atraso severo no desenvolvimento, crises convulsivas (epilepsia) e microcefalia, potenciando uma personalidade facilmente excitável, riso excessivo/frequente, hipermotricidade, curto tempo de atenção, ataxia (falta de coordenação), andares desequilibrados (pernas afastadas/rígidas) e tremores, entre outras características.

Os afetados por esta condição genética exigem cuidados permanentes mesmo na vida adulta e não conseguem atingir a autonomia, encontrando-se totalmente dependentes de terceiros na prestação de cuidados, necessitando acompanhamento regular prestado por profissionais de saúde e de reabilitação.