O programa do evento foi apresentado por Eduardo Faria, Presidente da Varazim Teatro, na passada quarta-feira, 29 de julho, na sede da associação, e contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal e responsável pelo Pelouro da Cultura, Andrea Silva.

Na sua intervenção, a autarca transmitiu que “a cultura de qualidade não precisa de capital para existir. Precisa de pessoas que acreditem nela, com consciência e com consistência. E a Varazim Teatro tem provado isso, edição após edição, com uma programação que chegou a terceiro lugar nos apoios a projetos da DGArtes, a nível nacional, e que tem atraído companhias de todo o mundo, incluindo através da rede IBERCENA”.

Neste sentido, Andrea Silva explicou que “a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim apoia este festival porque acredita que a cultura não é acessória. É parte essencial do que torna uma cidade habitável. Um festival de teatro que obriga o público a pensar, a desconfortar-se, a sair diferente do que entrou. É um serviço público tão importante como qualquer outro que o município presta. E é também um sinal para quem nos visita. A Póvoa de Varzim não é apenas praia e gastronomia. É também um lugar onde o teatro internacional tem palco”.

Em relação ao programa desta 17.ª edição, a Presidente da Câmara revelou que tem algumas características que a agradam: “naturalmente, o estar ao ar livre, o sair da cidade e ir cada vez mais de encontro a todos e a todas as nossas freguesias, o sair à rua e o cuidado sempre muito especial que o Varazim tem com a inclusão e com o cuidado com os espectadores”.

Terminou, agradecendo a Eduardo Faria pelo “trabalho imenso” que o Varazim tem feito, sublinhando que “29 anos de teatro nesta cidade é algo que merece ser celebrado com seriedade e alegria que só o teatro sabe combinar. Por isso, bem-vindos ao É-Aqui-In-Ócio e bem-vindos ao outono cultural da Póvoa de Varzim”.

Eduardo Faria começou por constatar que, prestes a completar 20 anos de existência, o festival mostrou-se resiliente e foi cimentando o seu posicionamento enquanto evento cultural com bastante dinâmica, cativando cada vez mais ao longo do tempo: “já passaram pelo festival de mais de 200 espetáculos, mais de mil profissionais, incluindo artistas e técnicos, já impactamos aproximadamente duas dezenas de milhares de espectadores, o que significa que o festival adquiriu uma relevância do ponto de vista cultural, não só para a Póvoa de Varzim, mas para toda a região. É garantidamente um dos maiores festivais da região norte, que se vem afirmando também, cada vez mais, no panorama teatral português”.

Entre as características específicas do É-Aqui-in-Ócio, Eduardo Faria destacou a acessibilidade (interpretação para língua gestual portuguesa, audiodescrição, legendagem em português e também no preço dos bilhetes) e a sustentabilidade (apoio da Soc. Com. C. Santos com viatura elétrica).

Quanto a novidades, anunciou que recuperou algo que vem da primeira edição, uma significativa presença de espetáculos em espaço ao ar livre, e estão, pela primeira vez, a experimentar a criação de uma programação off do Festival, dando oportunidade a jovens artistas emergentes de poderem mostrar o seu trabalho. Além disso, pretende estender-se a mais freguesias do nosso concelho.

Relativamente ao programa do É-Aqui-in-Ócio, Eduardo Faria revelou que o medo é o tema central desta 17.ª edição e divulgou as diferentes peças que serão apresentadas entre 23 de setembro e 3 de outubro, sendo que o Festival contará ainda com uma mesa de reflexão, uma exposição temática e um filme com o apoio do Cineclube Octopus. O programa completo do Festival está disponível na página da Varazim Teatro.