A Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, acompanhada pelo Vice-Presidente da Federação Europeia dos Sítios Cluniacenses, José António Perrino Díez. pelo Presidente do Património Cultural, I.P., João Soalheiro, e pelo Presidente da Junta de Freguesia de Rates, Armindo Ferreira, procedeu, esta quarta-feira, ao descerramento da placa comemorativa e informativa oficial normalizada da Igreja Românica de S. Pedro de Rates.
Esta placa tem como objetivo assinalar este “monumento nacional desde 1910” e considerado pelos especialistas como “elemento nuclear da arte romana e da portuguesa” como local histórico efetivo da Federação Europeia dos Sítios Cluniacenses.
Para a Presidente da Câmara, a Igreja Românica de S. Pedro de Rates “não é apenas um monumento classificado, é um testemunho vivo de um movimento espiritual e cultural que atravessou a Europa medieval de lés a lés, moldou arquiteturas, liturgias, modos de vida e formas de pensar que ainda hoje nos habitam sem que nos demos conta”.
Recorde-se que o Município da Póvoa de Varzim, em articulação com a Junta de Freguesia de Rates, aderiu formalmente à Federação Europeia dos Sítios Cluniacenses, enquanto concelho que representa a Igreja de São Pedro de Rates, ícone do património cluniacense português, em 2023.
A Federação Europeia dos Sítios Cluniacenses prepara uma Candidatura Europeia a Património Mundial da UNESCO, com a colaboração dos vários Municípios e entidades aderentes, de forma a distinguir os principais monumentos e sítios historicamente ligados à Ordem de Cluny e, para Andrea Silva, a Câmara Municipal não podia ficar indiferente, “porque acredita que este património não pode ficar confinado às fronteiras do concelho, merece ser reconhecido, valorizado e protegido à escala que a sua importância histórica justifica”.
A nível europeu, contam-se cerca de 113 monumentos e sítios cluniacenses candidatos, existentes em vários países. Sendo a maioria dos monumentos franceses, conta também com exemplares de Itália, Reino Unido, Polónia e Suíça. No caso de Portugal, o único monumento representativo da obra de Cluny é a Igreja Românica de S. Pedro de Rates.
E, é também por isso, na opinião da Presidente da Câmara, que “esta visita de hoje ao Salão Nobre dos Paços do Concelho e a respetiva cerimónia de descerramento desta placa comemorativa têm para nós um valor que vai além do simbólico. A placa é um sinal visível de pertença. É a Europa a dizer que este lugar é seu, que o reconhece e que o inclui numa narrativa partilhada de civilização. E é Portugal a afirmar, através deste município, que tem consciência do que guarda”, concluiu.
A Igreja Românica de São Pedro de Rates é um monumento nacional de arquitetura românica. Doada em 1100 à Ordem de Cluny, destaca-se por ser o único exemplar sobrevivente desta ordem em território português, apresentando uma fachada icónica e um rico espólio de esculturas nos capitéis. É o único templo cluniacense preservado em Portugal, servindo de testemunho da forte influência europeia na arquitetura e religião na época medieval.



