A celebração foi presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, Andrés Carrascosa Coso, representante do Papa Leão XIV, na presença da Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, do Duque de Bragança, D. Duarte Pio, do Presidente da Assembleia Municipal, Aires Pereira, e do Presidente da Junta de Freguesia de Balasar, Marco Silva, em destaque entre as várias entidades civis e religiosas presentes neste momento de celebração da nova casa da Beata Alexandrina Maria da Costa.

Na homilia, o representante da Santa Sé destacou a vida e o testemunho da Beata Alexandrina Maria da Costa, ao sublinhar que a doença e a fragilidade nunca impediram a sua participação ativa na missão da Igreja, valorizando o seu legado espiritual e coração universal. Nascida a 30 de março de 1904, em Balasar, Alexandrina Maria da Costa foi beatificada por São João Paulo II, no dia 25 de abril, de 2004.  A nota biográfica da beatificação refere que “depois de 27 de março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia”.

O novo santuário abre agora as suas portas para acolher peregrinos de todo o mundo, que procuram conhecer mais de perto o legado de fé, sofrimento e esperança deixado pela Beata Alexandrina Maria da Costa. O templo assume-se como um marco da arquitetura religiosa contemporânea e como o primeiro santuário construído de raiz em Portugal no século XXI.

No sábado, D. José Cordeiro, Arcebispo Primaz de Braga, presidiu à trasladação dos restos mortais da beata Alexandrina de Balasar para o novo santuário. Nas suas palavras, durante a homilia da Missa na Igreja Paroquial de Balasar, “Alexandrina, passa a ser uma luminária da tenda do santuário, é a lâmpada sempre a acesa” e convida, através do seu exemplo de vida, ao amor à Eucaristia, manancial de todas as graças, “na qual o próprio Deus se oferece para nos transformar e nos fortalecer”.