O Salão Nobre dos Paços do Concelho encheu-se, ao final da tarde desta quinta-feira, para a apresentação do n.º 57/2025 do Póvoa de Varzim – Boletim Cultural.
A Presidente da Câmara Municipal, também responsável pelo Pelouro da Cultura, começou por referir que este volume do Boletim “não é uma publicação. É um ato de amor, de amor a esta terra. É um exercício rigoroso e apaixonado de memória coletiva. E é, acima de tudo, a prova de que há pessoas entre nós que se recusam a deixar que o tempo engula o que somos, o que fomos e o que nos explica”.
Na sua alocução, Andrea Silva falou enquanto leitora deste número comemorativo do Bicentenário do Nascimento de Camilo Castelo Branco expressando que este “não podia ter encontro mais digno do que estas páginas”, salientando que tem algo que lhe tocou de uma forma especial: “a ideia de que são os grandes poveiros, mais do que os grandes eventos ou as grandes obras, que constroem a identidade desta cidade ao longo do tempo, pessoas que muitas vezes viveram longe dos holofotes, mas que tiveram um impacto real e vincado na vida das pessoas e do Município. O Boletim faz exatamente isso, devolve-lhes o lugar que merecem na nossa memória coletiva”.
A autarca fez questão de deixar uma palavra de reconhecimento à Diretora do Boletim transmitindo-lhe que “há pessoas que são insubstituíveis, não por falta de talento à sua volta, mas porque se entregam a uma missão de uma forma que vai muito além do cargo. A Dr.ª Conceição é uma dessas pessoas”.
Andrea Silva terminou garantindo que “a Câmara Municipal continuará a apoiar esta publicação, não por obrigação protocolar, mas por convicção de que a cultura é um investimento no futuro e que uma cidade que conhece a sua história é uma cidade mais capaz de construir o que vem a seguir”.
Da capa à contracapa, Conceição Nogueira fez a sua apresentação desta volumosa edição, com um número extraordinário de páginas – 350 – justificável em alguns casos, pelo tratamento cabal da sua temática. Este é um número comemorativo do Bicentenário do “Romancista de Seide”, sendo figura de capa e lembrado nos três artigos de abertura (“Ciclo Camiliano”).
Segue-se um conjunto de oito artigos, tratando diversos temas poveiros de grande interesse para o reviver de um Passado que faz parte da nossa História. É, também, um número comemorativo da primeira década do falecimento da escritora Luísa Dacosta, “A Senhora do Moinho”, “Uma Mulher de Aver-o-Mar”. A finalizar, a conhecida secção, intitulada Vária, destinada a acontecimentos ocorridos durante o ano, dignos de registo.



