Baseada num libreto original do insigne escritor poveiro Eça de Queirós e de Jaime Batalha Reis, com música original de Augusto Machado e nova composição musical de Rodrigo Neves, a obra, com direção musical de Paulo Veiga e adaptação, conceção plástica e encenação de Gonçalo Guerreiro, resgatou do esquecimento uma preciosa peça do património literário e musical português.

Através do riso e da ironia, o público foi convidado a pensar o presente com lucidez e a encontrar caminhos para a cura social, unindo a música instrumental à música cantada. Partindo de um contexto de cansaço, descrédito, inércia e tédio omnipresente, a narrativa utilizou o escárnio e a exposição ao ridículo para lançar um apelo à esperança coletiva e à defesa ativa das conquistas sociais, políticas, económicas e culturais da Revolução de 25 de Abril de 1974.

Antes do espetáculo, a sala de atos do Cine-Teatro Garrett acolhe uma conversa especial com a investigadora Irene Fialho, responsável pela descoberta deste manuscrito inédito nos Arquivos da Biblioteca Nacional. A sessão proporcionou ao público uma contextualização histórica e literária fundamental sobre “A Morte do Diabo”.

A Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, fez questão de estar presente neste momento cultural de relevância, em representação da autarquia.