“A obra poética “O Embrião”, de Jaimemorto, traz-nos um conjunto de sessenta poemas, simbolizando, cada um deles, um dia da vida do embrião humano. Neste livro ecléctico, Jaimemorto oscila entre o Surrealismo e o Realismo Mágico, num estilo que poderia ser adequadamente caracterizado pela expressão Visceral Épico. 

O autor navega por temas extremamente pessoais, proporcionando uma jornada introspectiva intensa, enquanto ilustra questões profundamente íntimas e existenciais, através de uma escrita complexa e imagética, tanto peculiar como acutilante. Num momento em desesperança, e logo a seguir em êxtase, estes versos desenham-nos na mente uma figura sombria, mas inebriante, que todos acabamos por querer ter na nossa companhia secreta.”