A Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e responsável pelo Pelouro da Cultura reconheceu que o Festival de Música é “a prova de que há projetos que resistem ao tempo porque merecem resistir. É quase meio século de música na Póvoa de Varzim, de concertos que ficam na memória, de artistas que voltam, de públicos que crescem com o festival”.

Andrea Silva assumiu que “o Festival é reconhecido pelo seu compromisso com a música clássica, a promoção de jovens talentos e a valorização do património arquitetónico da região. E é exatamente este compromisso triplo que o torna único. Não é apenas um festival de concertos, é um projeto cultural com dimensão educativa, patrimonial e artística em simultâneo”.

A Presidente assegurou que “a Câmara Municipal tem orgulho em ser parceira deste projeto. Um orgulho que não é apenas institucional. É genuíno. Porque investir na cultura não é um luxo. É uma escolha estratégica sobre o tipo de cidade que queremos ser. Uma cidade que sabe que a qualidade de vida dos seus habitantes não se mede apenas em infraestruturas e serviços, mas também na riqueza da sua vida cultural. E o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim contribui para essa riqueza de forma que nenhuma outra iniciativa consegue replicar”.

Andrea Silva não tem dúvidas de que “este Festival merece ser vivido, merece plateias cheias, merece que os poveiros o sintam como seu, porque é seu. E merece que quem o visita pela primeira vez perceba que a Póvoa de Varzim é uma cidade que sabe fazer cultura com exigência, com continuidade e com ambição”.

O Diretor Artístico do Festival, Raúl da Costa, fez a apresentação do programa deste ano garantindo que “os pilares essenciais permanecem intocáveis”: os artistas de grande excelência mundial, sendo que alguns atuam pela primeira vez na Póvoa de Varzim e outros regressam, e a grande concentração de excelentes músicos portugueses, bem como de jovens talentos.

O evento começa a 5 de julho com “um dos artistas mais aclamados da história do festival e também a nível mundial, o grande Jordi Saval, que volta oito anos após o seu último concerto connosco e que com os seus 84 anos continua com uma vitalidade e uma energia inigualáveis”. A esta figura maior da música antiga, segue-se, a 6 de julho, Rui Vieira Nery que, na mesma linha, irá falar sobre “A constante redescoberta da música antiga”. Desta vez, a conferência será em modo remoto via Zoom e será projetada no Cine-Teatro Garrett. Além de um programa muito abrangente de 12 espetáculos que se vão realizar em diferentes locais (Igreja Matriz, Igreja Românica de S. Pedro de Rates, Diana-Bar, Cine-Teatro Garrett), o Festival é palco para jovens intérpretes com atuações no Auditório Municipal e no Mapadi, de entrada livre.

Em suma, Raúl da Costa referiu que “este é um festival que começa na música antiga, tem dois concertos de música contemporânea, a que se segue música romântica, mas acaba com a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo”.

PROGRAMA

Os bilhetes vão estar à venda a partir das 10h30 do dia 5 de junho, na BOL e no balcão do Cine-Teatro Garrett, que funciona de terça a sexta-feira, das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30; ao sábado, das 15h30 às 17h30; ao domingo, nos 30 minutos antes do início de atividades programadas (espetáculo, cinema, entre outras). O preço dos bilhetes é de 10,00€, valor único, sendo que nos dias 6 (Conferência, no Cine-Teatro Garrett) e 10 (Duo Nada Contra e Helena Silva, no Diana-Bar) a entrada é gratuita.

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