Esta ano, o festival literário agrupou quatro exposições para visitar e apreciar: “Ilhas”, de Rui Sosa, na Biblioteca Municipal, com apresentação de fotografias a preto e branco das «ilhas» da Póvoa de Varzim; “É Preciso Espaço Para Falhar”, de Márcia, a artista musical que é também artista plástica, a revelar “uma sensibilidade, que ora se contém num olhar silencioso, ora explode numa gargalhada colorida”; “Breviário Ilustrado do Tempo Contado”, em colaboração com a Bichinho do Conto, com um texto de Álvaro Laborinho Lúcio a servir de abertura; “Anunciata”, uma exposição de Afonso Pinhão Ferreira a apresentar “o instante em que algo brota no mundo: a notícia, o presságio, a melodia que atravessa o silêncio”, em jeito de anunciação.

A Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, acompanhada pelo Vice-Presidente, Octávio Correia, e do Vereador Marco Barbosa, esteve presente na inauguração de “Anunciata”, na passada sexta-feira. Trata-se da 34.ª exposição catalogada da Galeria d’Arte Ortopóvoa, desta feita com uma mostra de pintura e escultura de Afonso Pinhão Ferreira, com curadoria de Elsa Pinhão Ferreira.

Quase simultaneamente, teve lugar a divulgação do livro Submersas, da autoria de António Pinhão, com apresentação a cargo de Isabel Ponce de Leão.

Nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, a Igreja da Lapa abriu portas para a exibição do espetáculo audiovisual “Supplica”, da autoria de Helder Luís: “Supplica nasce do desejo de reinterpretar a memória da tragédia de 1892 e devolvê-la ao presente sob a forma de uma experiência artística partilhada. O projeto propõe-se não apenas recordar o passado, mas mantê-lo vivo, como uma súplica coletiva que atravessa o tempo, suspensa entre o mar e a terra”.

A Presidente da Câmara Municipal marcou presença neste espetáculo, que, nas palavras do autor, “nasce do desejo de reinterpretar a memória da tragédia de 1892 e devolvê-la ao presente sob a forma de uma experiência artística partilhada”, recordando o passado, e mantendo-o vivo, “como uma súplica coletiva que atravessa o tempo, suspensa entre o mar e a terra”.

No Cine-Teatro Garrett, em parceria com o Cineclube Octopus, foi apresentada a antestreia nacional do filme “De Lugar Nenhum – um retrato de Valter Hugo Mãe”, na passada quinta-feira. O público pôde acompanhar um “retrato íntimo” do escritor, filmado ao logo de sete anos. No final da exibição, o realizador Miguel Gonçalves Mendes e Valter Hugo Mãe estiveram à conversa com o público.

Antes da sessão, foi apresentada a curta-metragem “Suave Mar”, de Sara N. Santos, construída a partir de fotografias antigas, numa espécie de “alegoria que explora a efemeridade da vida, a busca por um sentido no vazio das memórias e a inevitabilidade do fim”.

Por fim, o teatro, que teve nesta edição novo significado especial. Depois do sucesso de “A Casa” – espetáculo construído a partir da casa de Manuel Lopes – os mesmos autores/atores foram desafiados para uma nova experiência, mas desta vez, a partir do Cine-Teatro Garrett, apresentando “Ninguém”, na passada sexta-feira, com Luís Ricardo Duarte, Raquel Patriarca, Rui Spranger, e Sílvio Fernandes em palco, e com o homenageado do Correntesd d’Escritas, Álvaro Laborinho Lúcio, em plano de destaque.