Apesar da literatura estar no centro do Correntes d’Escritas, são várias as manifestações artísticas que o evento agrega, uma vez mais, nesta 27.ª edição.
Esta ano, haverá quatro exposições para visitar e apreciar: Ilhas, de Rui Sosa, na Biblioteca Municipal, que apresenta fotografias a preto e branco das «ilhas» da Póvoa de Varzim, em jeito de alerta para que não nos esqueçamos de um tempo que escondia “a crueza dos mais pobres que, de seu, mais não tinham do que aquela «ilha» rodeada de pobreza por todos os lados”; É Preciso Espaço Para Falhar, de Márcia, a artista musical que é também artista plástica, a revelar “uma sensibilidade, que ora se contém num olhar silencioso, ora explode numa gargalhada colorida”; Breviário Ilustrado do Tempo Contado, em colaboração com a Bichinho do Conto, com um texto de Álvaro Laborinho Lúcio a servir de abertura. Esta exposição convida o público a “redescobrir a história e a identidade do território através de um olhar contemporâneo e fantástico de vários ilustradores”; Anunciata, uma exposição de Afonso Pinhão Ferreira a apresentar “o instante em que algo brota no mundo: a notícia, o presságio, a melodia que atravessa o silêncio”, em jeito de anunciação.
Nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, às 21h00, a Igreja da Lapa abre portas para a exibição do espetáculo audiovisual Supplica, da autoria de Helder Luís: “Supplica nasce do desejo de reinterpretar a memória da tragédia de 1892 e devolvê-la ao presente sob a forma de uma experiência artística partilhada. O projeto propõe-se não apenas recordar o passado, mas mantê-lo vivo, como uma súplica coletiva que atravessa o tempo, suspensa entre o mar e a terra”.
Na quinta-feira, 26 de fevereiro, às 21h45, será apresentada, no Cine-Teatro Garrett, em parceria com o Cineclube Octopus, a antestreia nacional do filme De Lugar Nenhum – um retrato de Valter Hugo Mãe. O público poderá acompanhar um “retrato íntimo” do escritor, filmado ao logo de sete anos. No final da exibição, o realizador Miguel Gonçalves Mendes e Valter Hugo Mãe estarão à conversa com o público. Antes da sessão, será apresentada a curta-metragem Suave Mar, de Sara N. Santos, construída a partir de fotografias antigas, numa espécie de “alegoria que explora a efemeridade da vida, a busca por um sentido no vazio das memórias e a inevitabilidade do fim”.
O teatro terá, nesta edição, um significado especial. Depois do sucesso de A Casa – espetáculo construído a partir da casa de Manuel Lopes – os mesmos autores/ atores foram desfiados para uma nova experiência, mas desta vez, a partir do Cine-Teatro Garrett e vão apresentar Ninguém, com Álvaro Laborinho Lúcio, Luís Ricardo Duarte, Raquel Patriarca, Rui Spranger e Sílvio Fernandes em palco, no dia 27 de fevereiro, às 21h15.
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