A autarca, responsável pelo Pelouro da Cultura, começou por felicitar alunos e professores, sublinhando o papel fundamental que têm na formação destes futuros cidadãos. Transmitiu-lhes ainda uma mensagem de esperança de que vale a pena continuar a sonhar e a acreditar.

Sendo esta a sua primeira edição enquanto Presidente da Câmara, Andrea Silva ficou feliz por perceber que as pessoas gostaram de cá estar e se sentiram em casa, uma característica deste evento dos afetos e do encontro. A este propósito deixou uma palavra de reconhecimento à equipa da Câmara Municipal que faz com que todos “se sintam connosco em nossa Casa e saiam daqui felizes”. Terminou, lembrando que neste “encontro muito feliz”, também vamos perdendo algumas das “nossas pessoas queridas” como Francisco Guedes e Álvaro Laborinho Lúcio e, por isso, esta edição ficou marcada pelas homenagens que lhes prestamos.

Nesta Cerimónia de Encerramento procedeu-se, como habitualmente, com a entrega dos prémios aos vencedores dos Concursos Literários, anunciados na Sessão de Abertura.

O texto A Cronista de Um Vazio Interior de Ana Rita Gouveia Paiva, que concorreu com o pseudónimo de Almalivre, foi o escolhido para o Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus. Natural de Armamar, a Ana Rita pisou este palco pela segunda vez, pois já cá tinha estado a receber o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas Porto Editora, que deu lugar ao Prémio Luis Sepúlveda.

Em relação ao Prémio Luis Sepúlveda, foram distinguidos os autores dos seguintes trabalhos: primeiro lugar: “A Caixa das Emoções”, do 4.º ano da Escola Básica de Rates; segundo lugar: “Desenhos de Peluche”, do 4.º C do Agrupamento de Escolas Dr. José Leite Vasconcelos – Tarouca; terceiro lugar: “Luís e o Xadrez da Amizade”, do 4.º G do Agrupamento de Escolas de Gondifelos – Famalicão.

Foram ainda atribuídas as seguintes menções honrosas: Texto: “História de um Veado e do Lobo que o ajudou”, do 4.º A RO, do Polo Escolar de Rossas – Arouca; Ilustração: “Um verão muito trágico”, do 4.º A, do Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira-Armamar, e “O menino que não sabia pensar”, do 4. º A, do Agrupamento de Escolas Dr. José Leite Vasconcelos – Tarouca.

Carmen Yáñez foi chamada a entregar o Prémio Luis Sepúlveda aos alunos e felicitou os jovens escritores bem como o trabalho desenvolvido pelos professores, transmitindo-lhes que “a melhor homenagem que se faz a um escritor é esta”.

Vinda diretamente do Funchal, Zina Maria Gomes de Abreu, que concorreu com o pseudónimo de “Esperança”, foi a vencedora do Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’Escritas 2026, no valor de 2000 euros, com o trabalho “As ondas do ser”. As atas das reuniões do júri para seleção dos trabalhos a premiar estão disponíveis aqui.

Zina Maria Gomes de Abreu agradeceu à Fundação o prémio e disse que “o concurso foi um desafio à sua capacidade literária, criatividade e imaginação”. Confessou que ficou “fã das Correntes d’Escritas e grata pelo calor humano que sentiu durante estes dias no evento” e com a certeza de que voltará.

E termina assim, mais uma edição, plena de emoções e com o sentimento de dever cumprido, com a certeza de que para o ano cá estaremos de volta para mais um regresso a esta Casa com a sensação de que esta despedida é apenas um até amanhã.

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