No passado dia 30 de outubro, foram entregues 13 equipamentos para gestão de combustível numa cerimónia que teve início no Salão Nobre dos Paços do concelho, com a assinatura dos respetivos protocolos e discursos institucionais.
A sessão contou com a presença do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, da Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, e do Vice-Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Paulo Salsa. Além dos representantes de cada um dos municípios envolvidos – Albergaria-a-Velha; Arouca; Castelo de Paiva; Matosinhos; Monção; Oliveira de Azeméis; Paredes; Póvoa de Varzim; Sever do Vouga; Vagos; Vale de Cambra; Valença e Viana do Castelo –, esteve presente neste ato a Deputada à Assembleia da República, Carla Barros.
Na sua alocução, a Presidente da Câmara constatou que, numa lógica justa, “o Programa de Mecanização para a Gestão de Combustível, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, prevê a entrega de 154 tratores a municípios, num investimento de cerca de 27 milhões e meio de euros. A cedência faz-se por protocolos, entre o ICNF e cada município, e o objetivo é reforçar a capacidade das autarquias na gestão de combustível, na prevenção de incêndios rurais e na limpeza das baixas de gestão de combustível”.
Andrea Silva sublinhou que “os equipamentos foram escolhidos pelos próprios municípios há cerca de dois anos”, algo que faz todo o sentido, uma vez que “quem conhece o território sabe que tipo de máquina precisa, para que caminhos e para que terrenos”, acrescentando que “o programa que começa por ouvir as pessoas tem muito mais probabilidades de dar certo do que um programa desenhado à distância”.
A Presidente da Câmara transmitiu ainda que “na Póvoa de Varzim, a proteção de incêndios não começou hoje”, revelando que, entre outras medidas, “o nosso Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios está em vigor até 2031, com cerca de 2 milhões de euros previstos e 5 eixos”. “Na Póvoa de Varzim, queremos prevenir, em vez de correr atrás do prejuízo”, assegurou Andrea Silva.
Rui Ladeira referiu-se aos últimos meses em que entregaram equipamento como um sinal de garantia que todos os agentes do território são importantes para este trabalho de criar a verdadeira prevenção, proteção e gestão do território.
O Secretário de Estado das Florestas transmitiu que desde que este Governo assumiu funções, em abril de 2024, a preocupação foi “antecipar metas para garantir que Portugal ficava protegido. O que fizemos a seguir foi isto que estamos aqui hoje a vincar, a assumir compromissos conjuntos. Foi alocar 50 milhões de euros para capacitar o território”. Neste sentido, destacou o Plano de Intervenção para a Floresta 2050 (a 25 anos), certo de que “se gerirmos e levarmos o Plano por diante, dando sempre o máximo, protegendo, valorizando, resolvendo os problemas estruturais e aqueles que nos vão aparecendo no percurso, vamos conseguir criar mais valor e riqueza. E vamos preparar, para as gerações futuras, um legado. E, portanto, convosco, lado a lado, todos vamos conseguir certamente que esse legado seja o melhor para pudermos garantir proteção, valorização e estrutura para as gerações vindouras”.



