Trata-se de uma mostra de peças de vestuário e mobiliário, ilustrações e cenários fotográficos que retratam a sociedade poveira e o seu modo de viver durante o século XIX.

 A ideia é dar a conhecer a Póvoa oitocentista em muitos dos seus componentes: sociedade; economia, turismo, artesanato; assistência, etc. Em destaque os seus habitantes: pescadores, agricultores e burgueses – comerciantes e proprietários -, bem como todos aqueles que moldaram a Póvoa e lhe deram as bases do que é hoje.

A Póvoa de Varzim que, na Idade Média era uma humilde terra de agricultores e homens do mar, conhece, desde os meados do século XVIII, um notável desenvolvimento. Apoiada numa economia florescente, impulsionada pela crescente comunidade de pescadores, angaria com os seus impostos o financiamento de edificações marcantes como a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, a Câmara Municipal, a Igreja Matriz e o Porto de Pesca. Para sustentar este progresso foi também importante o facto de a Póvoa ter conseguido passar quase incólume ao flagelo das invasões francesas e às destruições da Guerra Civil. O povoado cresceu, desenvolveu-se, atraiu comerciantes e visitantes, tornando-se num autêntico “caravansará dos habitantes do Minho em uso de banho ou de ar do mar”, como magistralmente a descreveu Ramalho Ortigão, em 1876. A Póvoa tinha “de tudo”, como os melhores centros de turismo de então: os cafés; as lojas; os divertimentos; a música; os transportes; a comida e tudo o que podia ajudar ao conforto dos visitantes e prosperidade dos naturais.