Os dois primeiros livros, editados e traduzidos para castelhano pela Ediciones Liliputienses, são representativos das atuais correntes formais e temáticas da poesia portuguesa. Nas palavras de Olga Santos e Catarina Santiago Costa – cada uma no seu estilo muito próprio – o leitor viaja numa linguagem destemida e de cumplicidade, que desafia os limites do bom sentido da palavra.

Mortal e Rosa, por sua vez, descreve a experiência avassaladora de perder um filho com uma enorme autenticidade literária. Com uma linguagem velada e crua, Francisco Umbral descreve a sua tragédia como pessoal, existencial, universal, cósmica e definitiva. Nas palavras de Carlos Vaz Marques, que leu alguns excertos desta obra do já falecido escritor e jornalista espanhol, tudo perdeu o sentido e se nada faz sentido, “há que apresentar uma pantomima de esperança, que sendo máscara, disfarce a verdadeira face do esqueleto que todos trazemos por dentro”.

Paralelamente à apresentação de livros, o Museu Municipal foi palco para uma performance audiovisual de Frederico Dinis. Inspirada na história e no território da Póvoa de Varzim, o artista explorou os aspetos sonoros e visuais das siglas poveiras, cuja identidade é singular testemunho da memória poveira.

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